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ter, 04/15/2008 - 13:17 - Real Estate News
Segunda-feira, 19/6/2006 10:28:00
Lei e infra-estrutura devem constar da escolha do imóvel
Negócios/ gestão empresarial - Luí­za Paiva

Detalhes podem influenciar o sucesso da empresa

Depois de tomar a decisão de abrir um negócio e escolher o segmento de atuação, é preciso procurar um imóvel adequado para acomodar todas as grandes idéias que surgem.

Nessa hora, o empreendedor deve prestar muita atenção, pois um descuido nas escolhas pode causar despesas extras e até mesmo o fracasso da firma.

Definir a área de circulação de pessoas para delimitar a dimensão do imóvel, facilitar o acesso, proporcionar movimentação de mercadorias e checar a possibilidade de instalação de máquinas e tecnologia são requisitos que dependem da planta da construção e de leis e regras que a cercam.

No ramo de imóveis há 35 anos, o advogado e dono da Graiche Construtora e Imobiliária, José Roberto Graiche, diz que o primeiro item a avaliar é se a atividade a ser exercida é permitida no local.

"O empresário deve conferir se o imóvel está regularizado na prefeitura e qual é o zoneamento. Em conjunto comercial, tem de ver também se o condomí­nio permite tal atividade."

Quanto á estrutura do imóvel, buscar certificações da construtora é uma forma de tentar garantir a qualidade do projeto e do material usado na obra, a segurança dos usuários e a preservação ambiental.

O próximo passo é checar as instalaçíµes. Para maquinarias que precisam de muita carga elétrica, a fiação deve ser mais resistente, por segurança e a fim de evitar perda de energia.

Caso a empresa vá precisar de tecnologias como internet de banda larga, antenas e canais próprios de comunicação, o empreendedor terá de conferir se a construção disponibiliza a infra-estrutura necessária ou se permite a sua instalação. E, para negócios que necessitem de transporte de carga, o empresário deve se ater aos horários de carregamento permitidos por lei e pelo condomí­nio.

Pensar no futuro também é importante - por isso o imóvel precisa ser flexí­vel para ampliaçíµes ou mudanças rápidas de layout ou de tecnologia. Ambientes livres de pilares e colunas proporcionam mais opçíµes de uso. Além disso, é aconselhável que o piso elevado esteja de dez a 15 centí­metros acima da laje para que as tubulaçíµes passem pelo vão e não por dentro das paredes.

Crescimento

O empresário Milton Guedes Oliveira, 56, planejou a expansão de sua padaria, a Galeria dos Pães, desde o momento em que comprou a casa de 500 m².

A primeira reforma foi feita para a adaptação do local. Outras duas foram realizadas para a ampliação da área de produção e a criação de um estacionamento, quando Oliveira adquiriu mais um terreno.

A área da empresa passou de 1.500 m² para 2.500 m², e a loja tem hoje 650 m². "Mexemos um pouco por vez para não descaracterizar o negócio", diz Oliveira. A cada reforma, revela, o faturamento aumenta de 10% a 12%. Ele já planeja a próxima ampliação, de 15%, da loja.

Alexandre Neves, 31, proprietário do Black Dog, trocou uma unidade de 60 m² por uma casa de 430 m², mais área externa, para proporcionar melhor atendimento, aumentar a linha de produção de lanches e expandir a clientela. "Não tinha espaço para nada, pois não esperava crescer tanto", diz.

O aluguel passou abocanhar uma fatia maior do orçamento, mas o empresário diz acreditar que com uma fachada melhor e um espaço mais confortável poderá melhorar a imagem da empresa, vender franquias e, quem sabe, duplicar o caixa.

Aluguel é a melhor opção para iniciante

Na hora de decidir se vai comprar ou alugar um imóvel, é preciso pesar todas as despesas com condomí­nio, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), aluguel, valor do imóvel, reformas e investimento inicial para fazer a empresa funcionar.

O conselho de Valentina Caran, proprietária da imobiliária que leva seu nome, é que o empresário não invista demais em uma compra, ficando sem capital de giro. "O melhor é primeiro alugar, para ver se dá certo, e ter dinheiro para tocar o negócio."

A imobiliária, que é especializada na área comercial, negociou 100 mil metros quadrados em São Paulo nos últimos 12 meses, dos quais 80% para locação. Mas Caran destaca que, se o investimento em reforma for grande, deve-se fazer um contrato de no mí­nimo 60 meses ou comprar o imóvel.

Para abrir seu consultório dentário, Dalton Humberto, 53, fez suas contas e decidiu locar uma casa antiga e reformá-la totalmente: desde a fachada até a parte hidráulica. "O imóvel vale R$ 1,5 milhão e meu investimento na reforma foi de 10% desse valor. Em um ano, dá para pagar pelo investimento inicial e o aluguel de uma casa antiga é mais barato que o de um consultório", explica Dalton.

Nas imobiliárias Lopes e Catena e Castro, mais de 70% dos imóveis comercializados são para locação. A preferência é por escritórios de 100 m² a 450 m² nas regiões da Vila Olí­mpia, Berrini, Itaim e avenida Paulista.

Elbio Fernandez Mera, vice-presidente de comercialização e marketing do Secovi-SP (sindicato das construtoras e imobiliárias), defende que a compra de um escritório é uma opção para quem quer ter um patrimônio.

"Se for ampliar a empresa, o empresário pode adquirir outros espaços e, se fechar ou trocar de ponto, não terá problemas para vender", diz.

Fonte: Folha de São Paulo
http://www.cbic.org.br/mostraPagina.asp?codServico=1102&codPagina=4971

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